CDR participa de seminário de combate à disseminação de fake news na Câmara dos Deputados

Intervozes e InternetLab, entidades que compõem a Coalizão Direitos na Rede, avaliaram o processo de desinformação e sugeriram soluções coletivas para minimizar o problema no Brasil

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Marina Pita, coordenadora do Intervozes, entidade que integra a Coalizão Direitos na Rede

Na última quinta-feira (28/11), a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados organizou o seminário “Combate à disseminação de notícias falsas (fake news)”, que contou com a presença de uma série de especialistas, dentre os quais, Marina Pita, coordenadora do Intervozes — Coletivo Brasil de Comunicação Social, representando também a Coalizão Direitos na Rede, e Francisco Brito Cruz, diretor do InternetLab, entidade que também constrói a articulação em defesa do acesso, da privacidade e da liberdade de expressão na Internet.

Diferentemente das associações de empresas de radiodifusão presentes, que defenderam a responsabilização das plataformas por conteúdos gerados por terceiros, nossos parceiros apresentaram visões analíticas do cenário brasileiro e soluções coletivas para enfrentar este problema global.

Segundo Marina Pita, as plataformas devem ser responsáveis por suas ações, como por coleta de dados, por exemplo, mas a responsabilização das empresas de tecnologia pela definição da legalidade ou da veracidade dos conteúdos de terceiros não é uma solução adequada para o problema da desinformação.

“Este é um problema complexo que precisa ser tratado por diversas abordagens, incluindo a formação para a mídia, o acesso universal às aplicações da Internet, ou seja, vedando a prática de franquia [por parte das operadoras de telefonia] e o fortalecimento do sistema de Justiça para lidar com o novo contexto de circulação de informações”, ressalta.

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Francisco Brito Cruz, diretor do InternetLab

Já Francisco Brito Cruz, diretor do InternetLab, explanou a partir de um relatório publicado pela entidade chamado Internet e Eleições no Brasil: Diagnósticos e Recomendações.

A crise do exercício do jornalismo profissional, de protocolos que a sociedade construiu para distribuir e circular informações, assim como a profunda instabilidade política que o Brasil vive foram destacadas pelo especialista como fundamentais para o avanço da desinformação.

“A culpa não é da tecnologia, como muitos querem atribuir. O que move esse processo está sociedade, na economia. A gente vem de um cenário de instabilidade política violento, com inúmeros políticos presos. O processo de polarização política está na estrutura do processo de desinformação. É isso o que emociona as pessoas, por isso que elas passam o conteúdo para frente”, diz.

Confira a audiência pública na íntegra e a participação da Coalizão Direitos na Rede a partir de 1:04:18.

Em defesa dos direitos de acesso à Internet, liberdade de expressão, proteção de dados pessoais e privacidade. https://direitosnarede.org.br

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